Como tem acontecido desde o final da década de 70, ao proximar-se mais uma eleição volta à baila a estrada Interpraias causando a impressão de que desta vez SAI. Faço questão de pedir desculpas se estiver errado, mas penso que mais uma vez o assunto não passa de discurso eleitoreiro, cansado, desgastado, que voltará a ser esquecido logo que a eleição seja realizada. Enquanto isso dá para se fazer uma breve reflexão sobre o assunto: 1) Com a duplicação da BR-101, transfomando aquela rodovia em uma das mais modernas e mais seguras do País, quem deixará de usá-la para chegar às praias de Santa Catarina,especialmente Balneário Gaivota e Arroio do Silva, para usar uma estrada comum, de duas mãos, presisando entrar em Torres e atravessar o Mampituba através da ponte, aumentando considerávelmente os riscos de acidentes?
2) Os recursos consideráveis que serão necessários para a implantação da Interpraias(serão milhões de reais) não estariam sendo melhor aplicados na Saúde, na Educação e na Segurança da população?
3) No que diz respeito a Balneário Gaivota, a prometida Interprais em nada contribuiria para o conforto dos nossos turistas que demandam do Rio Grande do Sul, uma vez que o traçado da dita rodovia estabelece seu leito há, aproximadamente, 4 quilômetros da Praia,ou seja àpenas 3 quilômetros menos que o trajeto BR-101/Praias,considerando-se ainda que para o turista chegar à ponte do Mampituba, atravessando a cidade de Torres, precisará rodar por mais de 7 quilômetros,num trânsito infernal como o é o de Torres durante a temporada de veraneio.
Devo esclarecer que sou a favor que se construam estradas,muitas, tantas que não haja dificuldade de ligação rodoviária entre quaisquer localidades, mas que não se jogue dinheiro fora em projetos que antes de beneficiarem a população sejam transformados em discurso de políticos sem criatividade e,pior que isso, sem respeito ao dinheir público. Há recursos no Estado? Temos dinheiro? então vamos aumentar o salário dos professores, das polícias, construir ginásios, postos de saúde, creches, teatros, ecolas,só para citar algumas opções de investimento públicocom responsabilidade.
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