Na manhã do primeiro dia de janeiro do ano de 2050, ao acordarmo-nos, em qualquer parte do nosso Planeta, estaremos convivendo com outros nove bilhões, novecentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil e novecentos e noventa e nove terráqueos neste mundo de Deus. Isso porque, segundo o anúncio veiculado mundo afora, nos últimos dias de outubro deste ano, chegamos aos sete bilhões de indivíduos em 2011 e chegaremos aos dez bilhões na metade deste Século XXI.
Três vertentes de idéias devem surgir em relação a essa notícia: a do otimista, a do pessimista e a do acomodado.
Para o OTIMISTA o mundo será outro. A globalização, tão combatida por muitos no início do Século, terá alcançado a plenitude. Já não se ouvirá falar em guerra a não ser para citar episódios da História da Humanidade. Um idioma (Inglês, Chinês ou ainda outro) será ensinado em todas as escolas do mundo. Isso porque todos poderão se comunicar em um único idioma, mantendo cada povo a sua língua somente para uso interno. O petróleo não terá mais sentido no que diz respeito aos combustíveis. Continuará sendo importante para a obtenção de outros derivados, mas sem este horror de haver tornado refém dos países produtores todos aqueles que dele foram dependentes. Isso porque os veículos motorizados, sem excepção, serão movidos a energia elétrica ou hidrogênio, o que significa dizer que a poluição, principalmente nas grandes metrópoles, como São Paulo, New York ou Tókio, será coisa do passado. Com tamanha população é natural que nos preocupemos com a falta de alimentos, mas para o otimista isso não será problema. A demanda será plenamente atendida já que a atividade mais importante será a Agricultura. As áreas agora improdutivas, que hoje significam milhões de hectares em todos os quadrantes da Terra, passarão a produzir todo o alimento necessário para que não falte comida. Isso significa que também não haverá desemprego, já que a Agricultura oferecerá empregos a quem queira trabalhar. Para o otimista, não haverá mais exércitos, os programas nucleares terão somente fins pacíficos e ainda mais: os hospitais serão em número suficiente, em todas as partes, para atender a todos os pacientes considerando-se que as doenças tidas como mais graves nos dias de hoje, como câncer, aids, hepatites, diabetes, hipertensão e outras terão sido erradicadas em função da descoberta de vacinas que serão aplicadas em toda a população de todos os países. Restaria para o otimista resolver a questão da segurança pública, o que para ele ´”barbada” : A educação terá alcançado tão elevado nível que não faltarão universidades. Elas estarão ao alcance de todos e de tal forma que não serão necessários exames vestibulares. Com isso a sociedade irá abandonar por completo o uso de qualquer droga. Sem usuário, não haverá traficante; sem traficante, não haverá violência.
Para o otimista, só uma pergunta ficará sem resposta: lá, em 2050, ainda existirão políticos corruptos?
PARA O PESIMISTA, 2050 seráo caos. As guerras se multiplicarão e todas serão por alimentos já que não haverácomida para todos os 10 bilhões de habitantes que estão previstos. A poluição será de tal forma terrível que obrigará a todos, crianças, jovens e idosos a usarem máscaras continuamente. O câncer, a aids, a diabetes e outras doenças consideradas graves poderiam ter sido erradicadas, mas não o serão por força dos interesses dos laboratórios multinacionais. E mais, para cada doença erradicada surgirá outra criada em laboratório podendo ser ainda pior.
A falta de empregos, de universidades, de meio de transportes e principalmente de comida farácom que aumente o tráfico de drogas e o número de usuários. Em qualquer vila ou povoado de todos os países milhares de drogados, principalmente pelo crack ou outra droga de pior qualidade, se arrastarão pelas calçadas, uns, outros morrerão, parte pelos efeitos da droga, parte por inanição. O anarquismo substituirá os sistemas de governo, os partidos políticos se extinguirão e o fim dos tempos estarápróximo.
PARA O ACOMODADO tudo se resume numa frase: “Em 2050 já não estarei mais aqui. Que se dane quem estiver”.
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E você? O que diz?
Para o PESSIMISTA a coisa é completamente ao contrário. Para ele, em 2050 o mundo será um verdadeiro inferno.