quarta-feira, 23 de novembro de 2011

COMO SERÁ O FUTURO

Na manhã do primeiro dia de janeiro do ano de 2050, ao acordarmo-nos, em qualquer parte do nosso Planeta, estaremos convivendo com outros nove bilhões, novecentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil e novecentos e noventa e nove terráqueos neste mundo de Deus. Isso porque, segundo o anúncio veiculado mundo afora, nos últimos dias de outubro deste ano, chegamos aos sete bilhões de indivíduos em 2011 e chegaremos aos dez bilhões na metade deste Século XXI.
Três vertentes de idéias devem surgir em relação a essa notícia: a do otimista, a do pessimista e a do acomodado.
Para o OTIMISTA o mundo será outro. A globalização, tão combatida por muitos no início do Século, terá alcançado a plenitude. Já não se ouvirá falar em guerra a não ser para citar episódios da História da Humanidade. Um idioma (Inglês, Chinês ou ainda outro) será ensinado em todas as escolas do mundo. Isso porque todos poderão se comunicar em um único idioma, mantendo cada povo a sua língua somente para uso interno. O petróleo não terá mais sentido no que diz respeito aos combustíveis. Continuará sendo importante para a obtenção de outros derivados, mas sem este horror de haver tornado refém dos países produtores todos aqueles que dele foram dependentes. Isso porque os veículos motorizados, sem excepção, serão movidos a energia elétrica ou hidrogênio, o que significa dizer que a poluição, principalmente nas grandes metrópoles, como São Paulo, New York ou Tókio, será coisa do passado. Com tamanha população é natural que nos preocupemos com a falta de alimentos, mas para o otimista isso não será problema. A demanda será plenamente atendida já que a atividade mais importante será a Agricultura. As áreas agora improdutivas, que hoje significam milhões de hectares em todos os quadrantes da Terra, passarão a produzir todo o alimento necessário para que não falte comida. Isso significa que também não haverá desemprego, já que a Agricultura oferecerá empregos a quem queira trabalhar. Para o otimista, não haverá mais exércitos, os programas nucleares terão somente fins pacíficos e ainda mais: os hospitais serão em número suficiente, em todas as partes, para atender a todos os pacientes considerando-se que as doenças tidas como mais graves nos dias de hoje, como câncer, aids, hepatites, diabetes, hipertensão e outras terão sido erradicadas em função da descoberta de vacinas que serão aplicadas em toda a população de todos os países. Restaria para o otimista resolver a questão da segurança pública, o que para ele ´”barbada” : A educação terá alcançado tão elevado nível que não faltarão universidades. Elas estarão ao alcance de todos e de tal forma que não serão necessários exames vestibulares. Com isso a sociedade irá abandonar por completo o uso de qualquer droga. Sem usuário, não haverá traficante; sem traficante, não haverá violência.
Para o otimista, só uma pergunta ficará sem resposta: lá, em 2050, ainda existirão políticos corruptos?
PARA O PESIMISTA, 2050 seráo caos. As guerras se multiplicarão e todas serão por alimentos já que não haverácomida para todos os 10 bilhões de habitantes que estão previstos. A poluição será de tal forma terrível que obrigará a todos, crianças, jovens e idosos a usarem máscaras continuamente. O câncer, a aids, a diabetes e outras doenças consideradas graves poderiam ter sido erradicadas, mas não o serão por força dos interesses dos laboratórios multinacionais. E mais, para cada doença erradicada surgirá outra criada em laboratório podendo ser ainda pior.
A falta de empregos, de universidades, de meio de transportes e principalmente de comida farácom que aumente o tráfico de drogas e o número de usuários. Em qualquer vila ou povoado de todos os países milhares de drogados, principalmente pelo crack ou outra droga de pior qualidade, se arrastarão pelas calçadas, uns, outros morrerão, parte pelos efeitos da droga, parte por inanição. O anarquismo substituirá os sistemas de governo, os partidos políticos se extinguirão e o fim dos tempos estarápróximo.
PARA O ACOMODADO tudo se resume numa frase: “Em 2050 já não estarei mais aqui. Que se dane quem estiver”.
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E você? O que diz?







Para o PESSIMISTA a coisa é completamente ao contrário. Para ele, em 2050 o mundo será um verdadeiro inferno.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sombrio: Fragmentos da História

A Câmara Municipal de Sombrio,sob a presidência do Vereador Elisandro Guimarães de Oliveira,honrou-me nesta segunda-feira (14/11)ao realizar sessão especial para o lançamento oficial do meu livro "SOMBRIO:Fragmentos da História", uma compilação de dados históricos elaborada no sentido de facilitar, tanto a estudantes,quanto à população de modo geral, a pesquisa sobre os principais fatos relacionados à vida do Município.
O trabalho retrata os momentos mais importantes, de 1846 a 2011, começando com "A Chegada do Primeiro Morador",passando pela ,"Criação do Distrito"," Criação da Paróquia","A Emancipação Política", "A Criação e Instalação da Comarca",finalizando com "A Chegada da Relíquia de Santo Antônio de Pádua".
O evento foi bastante concorrido e contou com a presença de vereadores de todas as legislaturas (14) bem como de seus familiares, de empresários dos diversos setores e do Professor Jusa, prefeitoMunicipal.
O Livro, com 264 páginas,impresso em papel couchet de alta gramatura, capa com gravação em hot-stamp dourado, se constitui numa obra de valor perene que pode ser solicitada através do telefone 48)9967.9952.

sábado, 12 de novembro de 2011

ASFALTO, PEDRA OU LAJOTA?

Começa a ser avaliada com a devida atenção,nos pequenos municípios onde a rede de esgoto sanitário ainda não está implantada,ou está em fase de implantação, a idéia de usar lajotas-hexagonais em lugar de asfalto ou pedra irregular na pavimentação de vias públicas. Alguns prefeitos, como o de Ermo e Sombrio, já optaram pelas lajotas e por uma razão muitosimples:A pedra irregular,mais cedo ou mais tarde irá receber camada asfáltica de modo a oferecer maior comodidade aos condutores de veículos.Isso significa que o contribuinte pagará duas vezes por algo que poderia ser feito de uma só vez. Colocado o asfalto este precisa ser cortado,mais hoje,mais amanhã, para a implantação do sistema de esgoto sanitário, causando aborrecimento à população que,além dos transtornos,ainda terá que pagar a recupeção do asfalto quebrado. Já a pavimentação com lajotas,além de ser mais bonita, é mais barata, gera mais empregos,não absorve calor como o asfalto e oferece muito mais facilidade de escoamente de águas pluviais. No momento de se implantar a rede de esgoto, retira-se facilmente algumas lajotas que,uma vez colocada a rede, voltam para seus respectivos lugares sem causar os aborrecimentos comuns ao alfalto e por muito menor custo financeiro. A idéia é boa.Tão boa que já pode ser vista em aplicação na rua do Forum de Sombrio. Dê um olhada.

BASTA UMA DECLARAÇÃO DE AMOR?

Se bastar uma declaração de amor,o ministro Carlos Lupi está salvo. Semana passada o dito ministro, ao ser ameaçado com uma possível demissão por corrupção,segundo a imprensa nacional, estufou o peito e disse alto e bom som que "só deixaria a sua pasta a bala". Suas palavras poderão não ter sido exatamente estas, mas foi o que ele quis dizer... e disse. Dona Dilma não gostou e nem poderia ter gostado. Afinal se ela tivesse que dar um tiro em cada um dos ministros que já foram demitidos e nos que ainda precisa demitir, logo,logo iria faltar munição.
A par do descontentamento causado na Presidenta, Lupi não esperou:foi ao Parlamento e "parlou" sobre a sua idoneidade, defendeu-se e arrematou com esta "romântica" declaração: "DILMA, EU TE AMO!"
Ao ouvir tamanho absurdo, baixei o volume da TV e poralguns minutos fiquei apensar até onde pode a falta de dignidade levar um ser humano. Onde pode chegar alguém para manter-se no poder,quandeo lhe falta pelo menos um fio de dignidade.
Só espero que Dona Dilma não se encante com a declaração do seu ministro e o mantenha em seu Ministério.Se o fizer estará correndo o risco receber outras declarações apaixonadas daqui pra frente.

INTERPRAIAS

Como tem acontecido desde o final da década de 70, ao proximar-se mais uma eleição volta à baila a estrada Interpraias causando a impressão de que desta vez SAI. Faço questão de pedir desculpas se estiver errado, mas penso que mais uma vez o assunto não passa de discurso eleitoreiro, cansado, desgastado, que voltará a ser esquecido logo que a eleição seja realizada. Enquanto isso dá para se fazer uma breve reflexão sobre o assunto: 1) Com a duplicação da BR-101, transfomando aquela rodovia em uma das mais modernas e mais seguras do País, quem deixará de usá-la para chegar às praias de Santa Catarina,especialmente Balneário Gaivota e Arroio do Silva, para usar uma estrada comum, de duas mãos, presisando entrar em Torres e atravessar o Mampituba através da ponte, aumentando considerávelmente os riscos de acidentes?
2) Os recursos consideráveis que serão necessários para a implantação da Interpraias(serão milhões de reais) não estariam sendo melhor aplicados na Saúde, na Educação e na Segurança da população?
3) No que diz respeito a Balneário Gaivota, a prometida Interprais em nada contribuiria para o conforto dos nossos turistas que demandam do Rio Grande do Sul, uma vez que o traçado da dita rodovia estabelece seu leito há, aproximadamente, 4 quilômetros da Praia,ou seja àpenas 3 quilômetros menos que o trajeto BR-101/Praias,considerando-se ainda que para o turista chegar à ponte do Mampituba, atravessando a cidade de Torres, precisará rodar por mais de 7 quilômetros,num trânsito infernal como o é o de Torres durante a temporada de veraneio.
Devo esclarecer que sou a favor que se construam estradas,muitas, tantas que não haja dificuldade de ligação rodoviária entre quaisquer localidades, mas que não se jogue dinheiro fora em projetos que antes de beneficiarem a população sejam transformados em discurso de políticos sem criatividade e,pior que isso, sem respeito ao dinheir público. Há recursos no Estado? Temos dinheiro? então vamos aumentar o salário dos professores, das polícias, construir ginásios, postos de saúde, creches, teatros, ecolas,só para citar algumas opções de investimento públicocom responsabilidade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

PEDIRAM E AÍ ESTÁ

Alguns amigos me pediram que colocasse uma das nossas gravações (Los Viñales)aqui.Escolhi a música que deu título ao nosso primeiro disco gravado na Continental do Rio de Janeiro em 1960. As fotos são de um Show que realizamos no Teatro Elias Angeloni,de Criciúma-SC, no qual reunimos todos os músicos da família : Pedro Paulo(violão),Marcelo ( Violão) Daniel(Violão, Charango e flauta) Antônio Carlos( percussão) e Leonardo(flauta e teclado).Espero que gostem.

Los Viñales

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUANDO BATE A SAUDADE...

Em 1960, estávamos (Los Viñales) num modesto quarto do Hotel do Minho, na Rua Duque de Caxias, São Paulo, purgando uma longa espera, mas cheios de esperança de gravar nosso primeiro disco que, finalmente, acabou sendo gravado no Rio de Janeiro. Mas foi ainda em São Paulo que, certa noite, a saudade da família, dos amigose da nossa Santa Terrinha, a nossa Sombrio, (o nome nada tem a ver com a sua realidade) bateu forte, tão forte que remexeu com nosso sentimento a ponto de levar-nos a compor a canção cuja letra aí está. É algo simples que acabou por representar não só aquele episódio das nossas vidas, mas que fala de momentos vividos por outros que passaram pelas mesma agruras porque passamos.
  Dedico aos meus primeiros leitores, leais amigos: Jornalista Agilmar Machado e Dr. Flávio Pereira, o primeiro hoje residente na maravilhosa Ilha de Florianópolis e o Dr. Flávio na Capital Gaúcha, de tão saudosa memória. É algo simples, tão simples como as coisas do nosso interior.

PRA QUEVOLTAR
Pra que voltar?

QUE SAUDADE
QUE EU TENHO DA MINHA INFÂNCIA,
DOS BONS TEMPOS DE CRIANÇA
QUE VIVI LÁ  NO SERTÃO...
DA CASINHA, DO RIACHO E DA PAINEIRA
ONDE O SABIÁ-LARANJEIRA
CANTAVA SUA CANÇÃO...

MUITAS VEZES EU PENSO
EM VOLTAR NO TEMPO,
MAS LOGO MEU PENSAMENTO
ME DIZ QUE NÃO ADIANTA,
DO RIACHO E DA PAINEIRA NADA RESTA
E O SABIÁ SEM FLORESTA
DE TRISTEZA JÁ NÃO CANTA.
                     (Estribilho)
SE ESCUTASSE O QUE MINHA MÃE DIZIA:
“MEU FILHO LARGA ESSA IDÉIA
DE IR EMBORA PRA CIDADE...
TE SUPLICO, MEU FILHO,
 NÃO VÁ EMBORA,
POIS É NO SERTÃO QUE MORA
A TUA FELICIDADE!”
SE ESCUTASSE O QUE ELA ME DIZIA
POR CERTO EU NÃO SOFRERIA
O QUE AGORA ESTOU SOFRENDO
DE SAUDADES DE MEUS PAIS E MEUS IRMÃOS...
SINTO QUE MEU CORAÇÃO
POUCO A PUCO ESTÁ MORRENDO.
DE QUE ADIANTA
VOLTAR PRO SERTÃO AGORA?
TODOS JÁ FORAM-SE EMBORA
LÁ NÃO FICOU MAIS NINGUÉM.
E A ROSINHA,
MINHA PRIMEIRA NAMORADA,
DEVE AGORA ESTAR CASADA
COM OUTRO QUE É SEU BEM.

MUITAS VEZES EU PENSO EM VOLTAR NO TEMPO
MAS LOGO MEU PENSAMENTO
ME DIZ QUE NÃO ADIANTA
DO RIACHO E DA PAINEIRA NADA RESTA
E O SABIÁ SEM FLORESTA
DE TRISTEZA JÁ NÃO CANTA.
  (REPETE-SE O ESTRIBILHO)

                   FIM

CONCORDO TOTALMENTE!... E VOCÊ, NÃO?


"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual das riquezas; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."

DE SIR WINSTON CHURCHILL



 


"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

ALBERT EINSTEIN